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A galinha da vizinha

A galinha da vizinha

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25
Fev19

No Carnaval ninguém leva a mal

Nunca gostei de Carnaval. Ponto.

 

Nunca achei piada aos cortejos ou desfiles de carnaval nem aos fatos que tenho que arranjar à presa para ir a uma festa qualquer. Os anos em que realmente sai à noite para viver o carnaval nas cidades onde toda a gente o festeja na rua, passei tanto mas tanto frio que nem a multidão e os chots me aqueceram. 

 

Este ano considero que é o primeiro que o mano mais velho poderá achar piada à época. Como tal, lá começamos a pensar na fatiota.

 

Felizmente o meu sobrinho emprestou um fato todo giro, acolchoado e todo fofo de dinossauro. Eu achava que não me tinha que preocupar até experimentar aquilo no garoto e verificar que o fato fica tão apertado que se o obrigasse a andar com aquilo todo o dia, os tintis dele iriam ficar de tal forma estrangulados que nunca poderia chegar a ser avó. 

 

Posto isto, deu-se início à procura de fato. Mal eu sabia que quase tinha que hipotecar o meu rim para o miúdo a ir a uma festa de carnaval mascarado! 

 

Vimos uma série de fatos e ele decidiu-se por um de polícia. Aquilo custava um conto de réis! Coiso e tal mas falta o capacete. Toca a gastar mais uns trocos.

 

Chegamos a casa, experimenta o fato que parece feito de um algodão qualquer derivado de esfregão, e verificamos que está mega comprido! Bora lá fazer bainha.

 

Por este andar, ele que se prepare porque para o ano vamos reduzir um pouco a bainha e com umas algemas o fato fica diferente. E para o outro reduzimos a bainha na totalidade e acrescentamos a pistola. E no outro a seguir faz-se bainha novamente e passa o fato para o irmão.

 

E para não traumatizar o garoto com tanto ano seguido de policiamento no carnaval, solicita-se a não captura de imagens de fotografia e vídeo. Pode ser que o miúdo tenha memória fraca como a mãe e a repetição de vestimenta consiga passar despercebida.

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*Montagem feita com imagens do Google

18
Fev19

Que gente nojentinha pá!

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Acabadinha de sair de um fim de semana do demo com birras com fartura, em que gastei mais energia que uma semana de 60h de árduo trabalho, verifico que há gente nojentinha mesmo.

 

Só numa de contextualizar..

 

O meu primeiro filho foi um terror para dormir e para comer. Só começamos a acertar na coisa perto do ano. Até lá andei tipo zombie. Os melhores momentos eram quando saia de casa e conseguia que ele dormisse um bocado no carrinho.

 

O meu segundo filho previa-se ser um bebé come e dorme, visto que já tinha tido a minha dose de cólicas e péssimas noites no primeiro.

 

Só que não.. era um bebé que não queria dormir, comer também não era muito com ele.. e azar do caraças, nem a técnica de sair de casa com ele funcionava porque gritava que se matava no ovinho.

 

Depois de desmaiar cada vez que mais um dia se avizinhava, lá me fui habituando ao ritmo dele e passei a licença limitada às lides domésticas, a dar colo ao mais novo e dar atenção ao primogénito quando vinha da escola. Nem um café ou um mísero almoço com uma amiga dava para organizar.

 

Pois visto isto tudo, é certo e sabido que não caio em mais nenhuma deste género, que já chega ser enganada duas vezes.

 

Mas dizia eu que a melhor parte desta situação toda e do mega fim de semana que referi ter passado mais acima, foi encontrar-me com uma pessoa conhecida que regressou há pouco de licença de maternidade e me disse com ar sereno, cheia de moral, que a licença foi espetacular. A experiência foi espetacular, o bebé é espetacular, ser mãe é espetacular.. e durante a licença conseguiu ver todas as temporadas de Anatomia de Grey. Isto até nem era muito mau se não tivesse em conta que são nem mais nem menos que 14 temporadas. Sim, q-u-a-t-o-r-z-e dito à moda antiga.

 

Porra, estou a espumar de inveja. 

 

Só tenho uma resposta a isto: ide-vos lixar.

*Imagem retirada do Google

14
Fev19

Ode ao dia dos namorados

O meu marido diz que falo pouco acerca dele aqui no blog. Por causa da reclamação dele e fazendo jus ao dia de hoje, aqui segue um poema do fundo do meu coração para o meu mais que tudo.

 

Hoje é dia de S. Valentim

dia inventando para gastar mais um plim

aqui à je não enganam

com a conversa de apaparicar a quem mais se ama.

 

Este ano pensei fazer algo diferente

e apeteceu-me oferecer-te algo.

Imaginei uma viagem à Madeira

mas o certo é que falta plim na carteira.

 

Mesmo assim pesquisei os voos

enquanto idealizava umas férias com o maridão

mas rapidamente perdi a vontade

quando me imaginei na praia com este barrigão.

 

A verdade é que ao teu lado sinto-me feliz

acho que o destino juntar-nos quis

não precisamos de uma viagem para comemorar

basta os pimpolhos nos deixarem um tempinho para celebrar.

 

Talvez os avós nisso possam ajudar

ficarem com os pequenos para o dia festejar

só peço me desculpes se mal na cama me deitar

puxar os lençóis até à cabeça e começar a ressonar.

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*Imagem retirada do Google

 

 

 

 

12
Fev19

Heranças do avesso

Que lindo que é quando o filho herda um traço do pai, um sinal da mãe. A cor do cabelo, aquele caracol. O sorriso, a cor dos olhos. Até o mau feitio é bonito quando vemos que aquele beicinho foi herdado do pai (sim, o mau feitio é herança do pai).

 

O que não tem mesmo piadinha nenhuma é quando a herança vira do avesso e a mãe herda a diarreia do filho.

 

Raios partam que um terço de mim acabou de ir pelo esgoto abaixo...

11
Fev19

Anjo com abas

Ontem andava eu de um lado para o outro a preparar os banhos dos pequenos quando escaparam os dois para a casa de banho. Estava tudo demasiado silencioso, pelo que imaginei que algo suspeito deveria estar a acontecer naquele que é o metro e meio quadrado mais atrativo para as crianças lá de casa.

 

Quando cheguei à casa de banho, estava o papel que embrulha o penso higiénico junto à porta, o mano mais novo deitado no tapete de barriga para baixo e o mano mais velho a colar-lhe um penso com abas nas costas.

 

Não sabia se havia de rir perante a brincadeira ou chorar por me terem lixado um penso (aquela porra é cara!). Mas a olhar para eles nesta indecisão fez-se plim na minha cabeça! Andava eu a pensar no que haveria de vestir ao pimpolho mais novo no Carnaval, afinal a solução estava mesmo à frente dos meus olhos.

 

Camisola e collants branquinhas, penso de incontinência colado nas costas e está o traje de anjinho pronto para desfilar!

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* Montagem feita com imagens retiradas do google.

 

09
Fev19

Uma aventura em cuecas

Ultimamente, as minhas idas à casa de banho têm sido uma autêntica aventura. Quando deixo os dois no quarto a brincar para ir fazer um xixizinho a correr o cenário é mais ou menos o seguinte:

 

O mano mais novo começa a mexer nos brinquedos do mano mais velho. No trajeto até à casa de banho ouço um "não mano, não mexas nos meus carros e nas minhas motas!". Mal me sento na sanita, aparece o pimpolho mais velho na casa de banho com a caixa dos carros e das motas e assenta arraiais no tapete. Ainda vai o xixi a meio quando vejo um mini tropa a rastejar até nos. Entra na casa de banho aos guinchinhos e mal vê o bacio do irmão ergue-se todo satisfeito e enfia a cabeça lá dentro.

 

Levanto-me da sanita. Ainda com as calças por apertar pego nos dois, piso uma mota e três carros e levo-os de volta ao quarto.

 

Perante esta perspetiva, ir à casa de banho no trabalho fazer um xixizinho tornou-se uma autêntica experiência de SPA.

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*Imagem adaptada do google

 

07
Fev19

Operação Lava Jato

Nestas duas últimas semanas tem decorrido a operação Lava Jato cá em casa: lava o jato de vómito do mais velho, limpa o jato de diarreia do mais novo. Lava o jato de vomito do mais novo, esfrega o jato de diarreia do mais velho.

 

Estamos a fazer todos os esforços para que o processo fique concluído o mais breve possível e pretendemos eliminar de vez estes parasitas que provocaram esta corrupção intestinal.

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*Montagem feita com imagens retiradas do Google

18
Jan19

Estou capaz de vos esbofetear, senhores-que-fazem-os-anúncios-da-Wells

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Todos os anos por esta altura os supermercados decidem fazer a chamada "Feira do bebé". Este ano a Wells lançou um anuncio relativo a esta campanha. Não me lembro ao certo o que diz o anuncio, mas é algo do género "produtos para o bebé e mais tempo para a mãe".

 

Ora bem... tendo em conta que tenho ouvido este anuncio na rádio uma série de manhãs seguidas, quando venho trabalhar após umas noites filhas da putice, o que querem que vos responda, senhores-que-fazem-estes-anúncios-merdosos?

 

Expliquem-me por favor  quais são os pozinhos de perlim-pim-pim que transformam um creme para o rabo do bebé em tempo para a mãe tomar um cafezinho e ler umas páginas de um livro? Qual o soro fisiológico que transforma o acto de esguichar água com sal por aquelas narinas dentro numa tarde de spa

 

Menos, senhores, menos.. Não é boa tática enfurecer as mães que sofrem de falta de descanso.

 

*Imagem retirada do google

15
Jan19

Resoluções de Novo Ano

Eu sei que custa Mister President, não faça essa cara. Eu também sou gulosa mas já vamos a meio do mês de Janeiro e sem darmos conta o verão chega e apanha-nos desprevenidos.

 

Este verão não vou estar grávida nem recém parida por isso quero ver se consigo ir à praia sem parecer que a baleia Willy deu à costa. Junte-se a mim e vamos lá começar a operação Bikini Mister President que temos que tirar este pneuzinho e ficar fit até às férias!

 

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*Imagem retirada do Google

 

 

15
Jan19

A ressaca dos trinta

Hoje estou de ressaca. Mas como não poderia deixar de ser, é uma ressaca sem direito a vodca, cerveja ou outras bebidas espirituais (epa isto soou mesmo bem, até fiquei com vontade de beber uma coisa destas só pelo designação e-s-p-i-r-i-t-u-a-l).

 

A ressaca a que me refiro é uma nova ressaca, a ressaca após os meus trinta, após os meus dois pimpolhos. Poderia ser uma ressaca de sono - nisso já não estou em fase de ressaca, já estou mesmo a sofrer de síndrome de abstinência -  mas neste caso trata-se de uma ressaca literária.

 

Adoro ler, é daquelas coisas que me entusiasma. Adoro devorar um bom livro, viajar pelos locais, personagens. Dificilmente consigo adormecer sem ler meia dúzia de páginas de um livro, é como se isso me permitisse colocar o cérebro em off e me embalasse. 

 

E estou de ressaca porque terminei um livro que para mim foi b-r-u-t-a-l. Penso que foi um dos melhores - se não o melhor - que li nos últimos tempos. E agora ando com aquela sensação de ressaca, a digerir ainda os últimos capítulos e com a historia bem presente.

 

Penso que o próximo livro vai ter que ser uma espécie de chá de camomila cerebral. 

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