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A galinha da vizinha

A galinha da vizinha

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12
Dez18

Surpresa!!

A semana passada a tia N fez anos. O mano mais velho foi comigo comprar a prenda. No dia de anos, disse-lhe para ligarmos a dar os parabéns.

Eu: - Vamos ligar à tia N para cantar os parabéns?

Ele: - Sim!

Ponho a chamar em altifalanate e pouso o telefone na mesa. A tia N atende.

Ele: - Tia N, anda buscar o teu livro! Fui eu que comprei a prenda.

 

Há dias o pai fez anos. Fomos comprar a prenda e fiz um bolo. Decorei o bolo, coloquei a vela e pus em cima da mesa junto da prenda para fazer a surpresa quando chegasse a casa.

Eu: - Vou ligar ao papá para cantarmos os parabéns e perguntar a que horas chega.

Faço a chamada, dou os parabéns e passo o telefone para a mão do mano mais velho.

Ele: - Papá, anda para casa! A mamã fez um bolo!

 

Acho que está apto a guardar segredos..

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*Imagem retirada do Google

 

10
Dez18

Saudades de tempos idos

Não me interpretem mal. Qualquer mãe que já passou por isto compreende o que eu quero dizer.
 
É um orgulho ver o nosso filho ser independente nas idas à casa de banho e é super engraçado ver aquele rabito a abanar sem o papo, mas porra, a verdade é que as fraldas davam mesmo jeito!
 
Na passada sexta-feira fui levar o mano mais velho a casa dos avós. Chovia e o trânsito estava um terror. Só para chegar à autoestrada demoramos uma eternidade. Mal consigo entrar na auto-estrada e começo a acelerar, ele pede para fazer chichi.
Merda.. "espera só um bocadinho até chegar a área de serviço".
 
Sai do carro, mete o gorro que está chover, faz chichi atrás de uma roda de um carro qualquer.. o rapaz é tímido e diz que assim não consegue mas lá o convenci a fazer chichi a apontar para uma coisa que está no chão e que lhe chama a atenção.
 
No sábado fomos comprar a prenda de anos para o pai. Centro comercial parece o verdadeiro inferno com o Lucifer à espreita. Mal conseguimos entrar na loja e pedimos ajuda a uma empregada, o pequeno percebe que a bexiga está cheia e que precisa de ir à casa de banho. Peço à empregada para esperar e vou em sentido contra-corrente até à casa de banho. Felizmente existe uma sanita para crianças e posso passar a fila de gente que está à espera para mijar. Segurar os sacos na mão, os casacos e a carteira, evitar que tudo caia ao chão, e finalmente baixar as calças ao rapaz para ele fazer o seu chichizinho.
 
A seguir fomos à festa de Natal do trabalho. Aquilo tinha um lanche muito saudável e muito bom para os intestinos, tanto que o meu filho quis fazer cocó três vezes. Desta vez não havia sanita para os pequenos, pelo que o cenário foi bem pior. O compartimento da casa de banho não tinha cabides, então não tive outro remédio senão segurar nos casacos, no saco da prenda do pai, na carteira e ao mesmo tempo forrar a sanita. No meio disto tudo, o miúdo esfregava as mãos nas paredes e na porta. Devia achar que precisávamos de uma visita de mais algum vírus lá por casa, parece que ainda não tivemos suficiente este outono. Digo-lhe para se segurar em mim, mas nos cinco minutos que demorou a fazer cocó teve aminésia umas trinta vezes e colocou as mãos na sanita para se equilibrar. Eu tive outros tantos ataques de ansiedade e comecei a sentir comichões  pelo corpo todo. Lá terminamos a saga, limpamos o rabo e começou então a correria atrás do garoto pela casa de banho para o segurar e lhe lavar as mãos. Mais outro filme para pegar nele ao colo, segurar nos casacos, na prenda, na carteira e esfregar as mãos sem lhe dar um banho com a torneira que espirra por todo o lado.
 
Perante esta reflexão, digam lá se a porra das fraldas não davam um jeitão...

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*Imagem retirada do Google

 

 

06
Dez18

Mil vezes parabéns

Todos os dias, quando pergunto ao mano mais velho como correu a escola, tenho sempre o hábito de perguntar também se algum coleguinha fez anos e se tiveram festinha.

 

De há uns tempos para cá, dia sim dia não a resposta é “o Vitente fez anos”.

 

Se isto continuar assim, a Segurança Social que se prepare que o Vitente sai do infantário direitinho pra reforma. 

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*Imagem adaptada do Google

 

05
Dez18

Este foi o verdadeiro motim de que ninguém fala

Ah e tal motim na prisão de Lisboa, colchões a arder, presos enraivecidos, guardas prisionais em risco.. senhores, lamento informar que isso não foi nada. Não compreendo qual a razão que faz esta notícia aparecer em todos os noticiários portugueses quando o verdadeiro motim aconteceu cá em casa.

 

Eu não estava em greve, ninguém ameaçou cortar regalia nenhuma, nem suspender o Natal. O verdadeiro motim aconteceu quando tentei explicar ao mano mais velho que só podia comer um chocolate do calendário do advento. Aí sim deu-se a verdadeira revolução: voaram chinelos, arrastaram-se mini-cadeiras (as mesmas que servem de cestos de bolas de Berlim), vi uma flauta servir de arma de arremesso.. quase não sobrevivia para contar!

 

Este é que foi o verdadeiro motim. Vá senhores guardas prisionais e senhores presos, vão mas é preparar a consoada e deixem-se de ser tão lamechas.

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*Montagem feita com imagens retiradas do Google

04
Dez18

Se não der para mais nada...

Se não der para mais nada, sei que o meu filho tem o futuro garantido nas praias portuguesas.

 

Ainda hoje, quase meio ano depois das férias de verão, anda todo lampeiro por casa a transportar a sua mini-cadeira da sua mini-secretária bem agarradinha ao ombro, qual cesto de praia, enquanto anuncia "Olha a bola de Berlim!".

 

Alguém é servido? Com creme ou sem creme?

 

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*Montagem feita com imagems do Google

 

03
Dez18

Rally dos pediatras

O pequenito andou doente como já referi anteriormente. Senti-me algo desamparada por parte do pediatra que o segue e andei a falar com alguns colegas para saber opinão de outros pediatras. Depois de fazer uma pré-selecção, liguei a vários para marcar consulta. Todos eles são senhores muito ocupados então cada vez que tentava agendar uma consulta a possibilidade era uma marcação para quando o meu filho tirasse a carta de carro.

 

Nisto tudo, e no desespero do momento, marquei consultas com vários deles, a pensar que perto da data agendada logo decidia o que fazer. A questão é que hoje olhei para a agenda do telemóvel e reparei que se for a todas as consultas marcadas existe uma semana que vou andar a fazer Rally dos pediatras. Será que me vão dar um shot em cada consultório? 

 

P.S. Agora por breves momentos fiquei com uma ligeira saudadinha dos tempos de universidade.

 

 

01
Dez18

Ò Avozinha, tens um nariz tão grande!

“É para cheirar melhor minha netinha!” 

 

Isto podia ser a história do capuchinho vermelho versão galinha da vizinha, só que em vez de ser o nariz do Lobo disfarçado de avozinha é mesmo o nariz aqui da mãezinha.

 

Vamos lá recuar no tempo.. há uns tempos atrás, o mano mais velho achou que era giro agarrar o meu nariz quando queria adormecer. Há crianças que gostam de mexer nos cabelos das mães ou numa fraldinha de pano, mas o meu filho gostava de se agarrar ao meu nariz. O tempo passou e ele lá deve ter chegado à conclusão que o meu nariz era tão pequenino e tão esteticamente bem feito que não valia a pena estragar a perfeição e passou a adormecer agarrado ao seu doudou fofinho.

 

Há uns dias atrás, o mano mais novo começou a procurar algo a que se agarrar para adormecer. Andou com a mãozinha na cara e estacionou no nariz. Por aí ficou e cada vez que vai adormecer lá repete o ritual.

 

Se calhar é melhor começar a pensar que o meu nariz é digno de Lobo da história da carochinha. Será que eles me querem dar a entender que tenho uma autêntica batatola plantada no meio da cara?

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